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SoundCheck
>> Segunda, 07 de Janeiro de 2008
Be water, my friend
por Fernando Cespedes
Quase todo mundo tem aquela fase radical com música. 

 

Digo quase porque tem gente que não gosta de música, mas, se você gosta, já teve sua fase. O cara é metaleiro, e, se toca algo mais leve que Cradle of Filth, já parte para a agressão. Ou então o cidadão está em sua fase eletrônica, raver, clubber e, quando fareja o menor resquício humano – seja um fio de cabelo do operário durante a prensagem do cd seja um germe do espirro do designer durante a criação do encarte – lá vem aquela cara de diarréia.

Eu também já tive minha fase. Lembro bem de ter ido à Bahia com uns 16 anos. Sol, praia e muito axé, num palco montado na praia na frente do hotel. Duas loiras rebolavam, um negão remexia e outros cinco faziam o som, diariamente, nine to five. Eu, plantado embaixo do sol, tive como melhor amigo nessa viagem meu discman, que rodava sem parar o S&M, que o Metallica havia lançado fazia uns meses.

Uns dois anos depois, voltei à Bahia para o glorioso rito de passagem do jovem paulistano rumo ao mundo dos homens: a semana do colégio em Porto Seguro. Nesta época, ainda ouvia muito rock pesado, mas não só compareci a todos os eventos musicais da semana (desconsidere o fato de que música não era, não é, nem nunca será, o principal atrativo numa viagem deste tipo) como me lembro de ter me divertido muito nos shows da Ivete Sangalo, Harmonia do Samba e outros do gênero. O que aconteceu naquela semana foi algo muito simples: eu me tornei água.

Nascido num hospital chinês em São Franscico, Califórnia, Bruce Lee talvez tenha sido o maior lutador da história. Seus golpes e gritos conquistaram Oriente e Ocidente em iguais proporções. No auge de sua carreira, o velho rival de Chuck norris concedeu uma entrevista (que depois virou até propaganda da BMW), na qual deu dicas pseudo-filosóficas a seus seguidores:

Empty your mind, be formless. Shapeless, like water. If you put water into a bottle, it becomes the bottle. You put it in a teapot it becomes the teapot. Now, water can flow or it can crash. Be water my friend.

Mesmo não sendo fã das trilhas sonoras de seus filmes, muito menos de música popular chinesa (até mesmo pelo fato de não saber identificar uma), reconheço neste particular ensinamento do mestre uma valiosa dica aos extremistas musicais. Já tendo feito parte do Taliban sonoro, faço um balanço não tão positivo de minha militância no grupo do “tira essa merda!”.

Claro que ainda luto contra alguns fenômenos musicais que só a rica miscigenação cultural brasileira é capaz de formar, mas percebo que a minha luta agora é mais “agora não é o clima” do que “prefiro ter uma agulha atravessada no meu tímpano durante toda a eternidade”.

Não que você deva vibrar com tudo o que o mercado vomita em cima de você, mas, para manter sua própria sanidade, tente educar o ouvido a pelo menos aceitar outros sons. Se você é roqueiro, comece com o Blues, virá então o folk e, quando você perceber, estará num churrasco ouvindo Leandro & Leonardo sem tentar o suicídio com o espeto de linguiça. Se a sua é o reggae, experimente o dub. Quando você perceber, já estará dançandinho um eletrônico na balada. Fazendo isso, você fará a música trabalhar para seus nervos, e nunca contra eles.

 

Lembre-se, a música é sua amiga, inventaram-na para te divertir. Seja água, meu amigo. Ou morra com um discman na orelha.
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>> Quinta, 27 de Dezembro de 2007
FAVORITOS DE 2007 E... 1997
por Tadeu Simões

Nesta época, as listas de melhores do ano pipocam por ai, principalmento no meio musical. Tá certo que tudo indica que o formato que a música é vendida vai mudar mas o "Album"  ainda é o melhor jeito pra se ter uma referência de quem mandou melhor, sendo assim,  eu entrei na onda e  montei a minha relação não dos melhores, mas dos meus discos favoritos lançados em 2007 e, pra variar um pouco a tradição, coloquei também os queridinhos de 1997 refrescando a minha e a sua memória... de longos dez anos atrás!

 

1. WILCO - Sky Blue Sky: Tenho um carinho especial por este disco. Esta banda não erra uma. É ouvir e se sentir apaixonado. Bonito que só.

  Sound of Silver

2. LCD SOUNDSYSTEM - Sound Of Silver: Se formos tirar a média de todos os Top 2007 este album fica disparado em primeiro lugar. O ano foi dançante por causa do LCD.

  Mirrored

3. BATTLES - Mirrored: Li bastante sobre essa banda mas não tinha dado a menor pelota pra eles até escutar o disco. Perdi tempo. É incrivel! Baixe agora! Uma nova forma de se pensar música.

 

 

4. AMY WINEHOUSE - Back To Back: Tudo bem que ela é uma bebada, drogada e maluca e está cotadíssima no bolão pé-na-cova para 2008, mas Amy é dona de um dos cds mais legais e escutados do ano.

  Boxer

5. THE NATIONAL - Boxer: O anterior era bom, este está ainda melhor. Clima de bar de hotel esmumaçado que não sai da minha vitrola.

 

  Era Vulgaris

6. QUEENS OF THE STONE AGE - Era Vulgaris: Se é que alguém ainda faz rock nesta bagaça são esses caras. Uma pedrada na testa do guarda! Josh Homme não brinca em serviço. 

 Trees Outside the Academy

7. THURSTON MOORE - Trees Outside The Academy: Este ano não teve Sonic Youth mas eu estou plenamente compensado com esta jóia. O melhor que se pode tira de uma guitarra sem encher teu saco depois de 4 minutos. 

 100 Days, 100 Nights

 8. SHARON JONES AND DAP-KINGS: 100 days 100 nights: Tem gosto de 60s, tem cheiro de 60s, anda como 60s, tem nariz de 60, pinta de 60s,  parece 60s mas é 2000s! A Motown ainda está viva.

  The Reminder

9. FEIST - Reminder: A mulherada fez a présa este ano. Já eram ótimas as participações dela no Broken Social Scene. Este solo é de sair estalando os dedos e soltar coraçõesinhos de fofura.

  Strange House

10. THE HORROS - Strange House: Cramps gótico com sotaque inglês.

 

 In Rainbows

11. RADIOHEAD - In rainbows: Só porque é o Radiohead!

Everybody

12. SEA AND CAKE - Everybody: Só Porque deixa o coração quentinho!

 

E EM 97:

 

Portishead

1. PORTISHEAD - Portishead: Melancólico, assustador e lindo que dói.

 

 OK Computer

2. RADIOHEAD - Ok Computer: Dizem por aí que é obra-prima! Dizem por aí...

 So Long & Thanks for All the Shoes

3. NOFX - So Long And Thanks For All Shoes: Mais conhecido como  "Napolitano". Paulada de cabo a rabo sem tempo pra respitar [a não ser nos Reggaes]. Me diverti tanto...

 Under The Western Freeway

4. GRANDADDY - Under The Western Freeway: Tem AM 180 e Summer Here Kiiiiiiiiiiiiids. Gosto mais que lasanha!

 5. CHEMICAL BROTHERS- Dig Your Own Hole: Quando eletrônico com atitude rock era novidade. Demais!

 Brighten The Corners

6. PAVEMENT - Brighten The Corners: Pavement sempre é legal. Era certeiro colocar Shady Lane pra namoradinha ouvir.

  Fashion Nugget

7. CAKE - Fashion Nugget: Até caipira machão saiu cantando I Will Survive.

  Buena Vista Social Club

8. BUENA VISTA SOCIAL CLUB - Buena Vista Social Club: Win Wenders foi lá em Cuba e mostrou pro mundo que estes tiozinhos tem classe!

 Lapadas Do Povo

9. RAIMUNDOS - Lapadas Do Povo: Depois disso vieram as piadas sem graça, uns viram manés e depois o outro endoidou.

  Album of the Year

10. FAITH NO MORE - Album Of The Yars: O último disco da banda. Tem todo aquele clima de funeral. Mike Patton e sua turma marcaram os anos 90.

 

 

11. PRIMAL SCREAM - Vanishing Point: Só porque é o Primal Scream!

 

 The Brown Album

12. PRIMUS - Brown Album: Só porque deixa a cabeça fritando!

POR HOJE É SÓ, PE-PE-PE PESSOAL! ATÉ 2008!

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>> Sexta, 10 de Agosto de 2007
[SOUNDCHECK] Pills. É SEU, MAS É MEU
por Tadeu Simões

Ultimamente ando obsecado por encontar músicas legais de uma banda legal tocada por outra banda legal, e nessas vaculhadas acabei descobrindo que a prática do “eu tocando uma sua” é muito mais comum do que pensava. Algumas listas dos 100 maiores covers como a recente do New York Post ou a do site de cultura pop Retrocruch dão referência como algumas canções ficaram muito mais conhecidas saídas dos amplificadores homenageantes que dos próprios criadores.

Tem gente que se tornou especialista em dar nova cara à músicas como o genial Richard Cheese, o cool Nouvelle Vague, o erudito String Quartet, a gatinha Cat Power e todas as bandas nacionais dos anos 80 [rerere], mas eu já falei disso em uma outra coluna então... em frente.

Essa versão pílula do SoundCheck é pra indicar dois bons sites pra quem for um nerd musical curioso igualzinho ao cara que vejo quando escovo os dentes: O Coverproject, onde tu pode fazer uma busca e ver a lista de artistas coverantes e coverados [vou registrar essas] e o outro é o Copy, Right?, sempre atualizado com notícias, dicas e MP3 de tudo quanté versões tocadas recentemente.

Como sou um sujeito legal, coloquei disponível um CDzinho com algumas covers maneiras pra quem quiser baixar e queimar em uma mídia. Copia fiel de um que fiz pra mim. Prova que últimamente, pelo menos no mundo da música, ninguém é de ninguém.

Clica aí no link, faça o download e divirta-se:

http://www.mediafire.com/?11x9dnjjn1w

I PLAYIN U .1

1.LUNA – Sweet Child O’Mine – guns and roses
2.CARDIGANS – Iron Man – black sabbath
3.THE SHINS – We Will Become Selhouettes – the postal service
4.MAGIC NUMBERS – Take Me Out – franz ferdinand
5.SOUL ASYLUM – Sexual Healing – marvin gaye
6.DANDY WARLOWS – Call Me – blondie
7.GRANDADDY – Revolution – the beatles
8.MATES OF STATE – Starman – david bowie
9.NOSTALGIA 77 – Seven Nation Army – white stripes
10.PORNO FOR PYROS – Satellite Of Love – lou reed
11.NOUVELLE VAGUE – Dancing Whit Myself – billy idol
12.AMY WINEHOUSE – Monkey Man – the specials
13.SNOW PATROL – Crazy In Love – beyonce
14.LEMONHEADS – Luka – suzanne vega
15.AFGHAN WINGS – Lost In The Supermarkert – the clash
16.YEAH YEAH YEAHS! – Diamond Sea – sonic youth
17.PAVEMENT – Killing Moon – echo and the bunnymen
18.THE CONCRETES – Miss You – rolling stones
19.TEENAGE FUNCLUB – Like A Virgin – madonna
20.TRAVIS – Hit Me Baby One More Time – britney spears

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>> Terça, 03 de Julho de 2007
[SOUNDCHECK 8]. MORPHINE / TWINEMEN
por Tadeu Simões

Baixo duas cordas, bateria sem prataria, sax-duplo barítono e só. Só?! Pro caras do Morphine isso é o suficiente para fazer um dos sons mais classudos rock n roll. O nome se encaixa perfeitamente ao efeito que suas músicas causam ao atingir os terminais auditivos: a dor passa, o corpo dança lentamente, tu fica entorpecido e a mente viaja no acid jazz bluseiro de arranjos rock.

Apesar da formação inusitada, o saxofone sexy e melancólico de Dana Colley [instrumento que, tirando nas mãos dos mestres de Nova Orleans, até então odiava por causa dos malditos discos do Kenny G da minha irmã], bateria seca e na manha de Billy Conway e, principalmente, a linha de baixo e a voz marcante e sonolenta de Mark Sandman formavam uma simbiose perfeita e deliciante. O Morphine era unanimidade e grande referência musical no final dos 90 surpreendendo a cada disco [The Night, o último, é uma pérola sonora]. Estavam em uma extensa turnê pela Europa e apresentação praticamente fechada no Brasil, porém, como sempre, o destino insiste em ser irônico com gênios da música.

Era um show na Itália, 3 de julho de 1999 [Oh! Há exatos 8 anos! Juro que foi coincidência.], lá pros lados de Roma, e Sandman anunciava mais uma música: Super Sex, mas antes que pudesse começá-la teve um piripaque... digo, um ataque cardíaco fulminante. Sandman morreu no palco.

Depois do luto, no ano seguinte, Dana e Billy resolveram voltar à cidade onde Mark havia falecido com uma banda tributo chamada Orchestra Morphine e logo depois formaram um novo projeto que seria a continuação de seu trabalho, o Twinemen.

Agora com o vocal ronronate da descabelada Laurie Sargent, algumas guitarrinhas, piano, programação de bateria e o som um pouco mais funkeado e sensual, o novo grupo tentou tocar o barco sem perder seu estilo. Ficou bom, mas longe de se comparar com o que foi o Morphine, pois Sandman era a essência da banda. A alma. Sua importância e carisma eram tanto que seu nome batizou uma rua do bairro boêmio de Boston, sua cidade natal e um CD duplo só com material próprio.

Enfim, apesar disso tudo, o Twinemen é um bom consolo pra quem curte o som único do Morphine. Música chique. Relaxante. Para se ouvi à noite, com boa companhia e pouca luz. Agora me dêem licença pois vou tomar o meu uísquinho. Glub!

morphine - the night mp3.

morphine - candy mp3.

mark sandman - tomorrow mp3.

 

twinemen - golden hour video.


 

 

morphine - cure for pain [live] video.

 

twinemen disco completo download.

http://www.myspace.com/twinemen

 

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>> Domingo, 03 de Junho de 2007
[SOUNDCHECK 7]. SPANK ROCK
por Tadeu Simões

Yo!
O Hip Hop sempre foi um dos movimentos mais criativos musicalmente. Essa capacidade de criar e se reinventar acabou dando origem ou influenciando várias outras vertentes sonoras que nem vou listar aqui porque sei que vocês já estão por dentro de quais são elas, porém,  a verdade é que o estilo anda meio engessado desde alguns produtores tipo Timbaland e Pharrell, considerados Midas, dominaram o mercado fonográfico lá pelo final dos 90. De Snoop Dogg até Shakira, são poucos na temática que emplacaram algum sucesso sem o dedinho de um desses caras.

A fórmula de colocar batidas menos pesadas, ritmo lascivo, clipes cheio de suor e gostosas, letras com traições sexuais, putas e cafetões conseguiu dominar as paradas de sucesso ao lado nossos keridus miguxos xorosus, os emos. Tudo muito bom, tudo muito bem, mas... Já deu no saco! E aposto 20 miréis que no seu também! Até uma rádio por ai que se dizia rock, hoje só toca esse tipo de som e aí, quando você vê que só nos resta tirar o pó dos vinis e matar a saudade dos tempos de Public Enemy aparece, lá das famosas festas underground de pegação de Baltimore*, o Spank Rock!

Uma mistura do Rap Old School, electro, grime e funk carioca [eu achei] de batidas secas, barulinhos e uma levada que faz você sacolejar de um jeito diferente. As letras libidinosas ainda estão lá, só que eles trazem a sacanagem até o público e tiram sarro das celebridades e outros artistas da cena [Lindsay Lohan até faturou uma singela musiquinha em sua homenagem].

Lançado pela Big Dada, YoYoYoYo é o álbum do trio que saiu no final do ano passado. Simples, eficaz e cheio de pecado. Ouça e você vai imaginar uma suruba em um fliperama! Freak Nasty!

 *A cidade americana também é sede da turma do Animal Collective e The Metal Hearts que estão nas listas de promessas do ano. Vai lá e veja se é mesmo.

 backyard betty mp3.

 bump mp3. 

sweet talk [quarterbar remix 2] mp3. 

 


rick rubin video.

 

http://www.spankrock.net/

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>> Quarta, 23 de Maio de 2007
[SOUNDCHECK 6]. LANGLEY SCHOOLS MUSIC PROJECT
por Tadeu Simões

Dia desses, tentava ressuscitar uma velha HD bichada e me surpreendi ao encontrar alguns arquivos musicais do tempo em que o soulseek dava uma bela contribuição para minha mp3teca. Tinha coisa de 7 anos atrás, mas o que me alegrou foi reencontrar um som que me chamou atenção na época pela beleza e história curiosa. Me senti obrigado á dividir com vocês:

Hans Fenger é um professor de música fissurado em canções pop da década de 60 e 70 que lecionava em escolas da região de Langley, pequena cidade na região rural ao sul de Vancouver, Canadá. Seu amor pela música era tanto que resolveu apresentar aos alunos discos de David Bowie, The Carpenters, Beach Boys, Beatles, ... e montar um coral com a molecada de versões das faixas que elas mesmas escolhiam. Batizou a idéia de Langley Schools Music Project, pegou aproximadamente 60 pirralhos, montaram seus próprios instrumentos, descolou o ginásio do colégio e gravaram 2 fitas com o registro, uma em 76 e outra no ano seguinte. Como Fenger não buscava dinheiro nem fama, as tapes ficaram guardadas em sua casa e só as próprias pessoas da comunidade tinham conhecimento do material até chegar, já em 2001, aos ouvidos Irwin Chusid, DJ e historiador musical que se emocionou tanto com o que escutara que resolveu mostrar aquelas jóias ao mundo. Com autorização de Fenger e das já adultas crianças, compilou os originais em um disco nomeado “Innocence and Despair” [descrição dada pelo professor à interpretação de “Desperado" feita pela garotinha Sheila Behman, de nove anos] e o resultado é mesmo de chorar.

The Long and Winding Road, God Only Knows, Calling Occupants Of Interplanetary Craft, Space Oddity [que tem um slade com uma garrafa de Coca-Cola de arrepiar até os pêlos do nariz] colocam qualquer marmanjo com lágrima nos olhos.
Um comentário do Kid Vinil foi que ele quase bateu o carro ao ouvir o disco pela primeira vez. Por sorte ele não estava descendo a rua Augusta à 120 por hora.

Space Oddity mp3. (original: David Bowie)

Desperado mp3. (original: Eagles)

http://profile.myspace.com/langschool

 Com a mesma ideia mas no inverso, o Young @ Hearts é um simpático coral de velhinho. Veja aqui suas versões para Six You do Cold Play e Schizophrenia do Sonic Youth 

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>> Sexta, 11 de Maio de 2007
[SOUNDCHECK 5]. BROKEN SOCIAL SCENE
por Tadeu Simões

Até agora só falei de bandas que não passavam de dois artistas, pois agora pra compensar, a dica é uma grupo com... deixa eu contar: 1, 2, 3, 4... 13 integrantes. 13!  Tá bom, eu confesso, era um duo, mas por pouco tempo.

O Broken Social Scene é um coletivo Canadense formado inicialmente por Kevin Drew e Brendan Canning que logo após o lançamento do cd de estréia, Feel Good Lost, foram adicionando amigos de outros projetos completamente distintos como Metric, Stars, The Dears, A Postle of Hustles e a encantadora Leslie Feist para a gravação do cd seguinte. O que era pra ser uma festa do caqui resultou numa poderosa e interessante jam session.

Os álbuns You Forgot It In People e Broken Social Scene são uma viagem musical intensa. Montei minha coletaneazinha tempos atrás e não conseguia para de ouvir e mesmo assim não consegui sacar qual é do som da banda. Tem rock, tem folk, tem pop, experimentalismo, tem lounge e até uma levadas rap em algumas músicas. Essa putaria entre estilos e falta de estrutura linear entre os instrumentos e vocal consegue no final das contas fazer todo o sentido. Dá pra dizer que é um grupo de indie rock tocando como se fosse jazz. Desculpem os fãs de Arcade Fire mas o BSS é A banda canadense!

ps. ta certo que meu inglês é bem safado mas só mesmo manjando um pouco de semiótica pra entender o significado das letras.

||| Baixe: 7/4 shoreline (live) mp3.

||| Baixe: swimmers mp3.

||| Baixe: pacific theme mp3.


cause=time video.

Visite www.arts-crafts.ca/bss/ (com músicas dos albuns)

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>> Terça, 08 de Maio de 2007
[SOUNDCHECK 4]. MESSER CHUPS
por Tadeu Simões

VOCÊ! VOCÊ! E TODOS VOCÊ!!!
Imagine um filme B pornô de vampiros surfistas no velho oeste. Conseguiu?  Um desse nem os malucos freak da Troma Films (exibidos por aqui no extinto e narcotizado Contos de Thunder) pensaram. Mas a trilha sonora perfeita para uma produção dessas existe e chama-se Messer Chups. O duo de malucos Russo [desculpe-me a redundância] Oleg Gitarkin e Zombi Girl são responsáveis por essa indescritível mixórdia num grau de bizarrice só possível num encontro de Ed WoodThe Cramps, um teremin e vodca contaminada. Achou bizarro? E é mesmo! Um exemplo do tamanho da doença da dupla é a "Anton La Vey 66.6 FM". A música é uma releitura surf de "Gloomy Sunday", canção húngara maldita que levou 17 pessoas ao suicídio durante a década de 30 de tão tristonha. Cruzis! Ironias a parte, o surfgaragerock do Messer Chups é realmente muito divertido justamente pela adição dos sintetizadores, loopings de gritos, gemidos e samples dos filmes kinky de horror sci-fi dos anos 60 na dose certa da loucura apropriada. Humor passando longe do escracho. Bom tanto pra festinhas de crianças malvadas no dia das bruxas como para chapações coletivas entre amigo.

E QUE OS INSETO DA FACE DA TERRA COMA TODOS OS SEUS MIÓLO SE VOCÊ NÃO BAIXAR AS MÚSICA!
E NÃO É PRAGA DE MÃE!

WHAHAHAHAHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHA!

||| Baixe: super megera mp3.

||| Baixe: devil out fashion mp3.


>> hexe chips video.

Visite: www.myspace.com/messerchups

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>> Quinta, 26 de Abril de 2007
[SOUNDCHECK 3]. MARK RONSON
por Tadeu Simões

Sem contar fãs que tocam em botecos em troca de umas biritas na faixa, quando uma banda se mete a fazer covers, ou ela leva à notoriedade canções pouco notadas no original, acabam com ela, ou fazem um trampo tão careta que tu nem nota a diferença.

Já os remixes geralmente são encomendas de gravadoras que procuram extrair o suco até o bagaço de uma boa música, pretensiosas homenagens cheias de boas intenções [tem de monte no inferno] de djs badalados, ou aqueles casos que tu paga com a língua e um "Uau! Ficou bom pra caraio!" sai da tua boca.

Samples e bootlegs, então... funcionam, mas hoje em dia virou bunda.

Levando tudo isso em conta, o esperto Mark Ronson revolveu dar seu pitaco na arte da reciclagem musical.

Nem bem cover, nem bem remix, e sim com versões!
Hein!? Não dá na mesma? Mais ou menos. O cara fez assim: primeiro pegou a emocional "Just" do Radiohead e teve a manha de transformá-la em uma balada ótima pra pista de danças; depois escolheu alguns sucessos do pop; adicionou um estilo todo próprio com boas doses de metais, humor e batidas sacolejantes; botou Robbie Williams pra cantar o pegajoso sucesso dos Charlatans dos anos 80; meteu as duas queridinhas do pop atual, Lily Allen e Amy Winehouse, no mesmo balaio; chamou mais alguns compatriotas de peso; adicionou um hit dos Smiths remodelado como primeiro single e... Vualà! Estava feito o Versions, álbum com sua forma bem peculiar de ver 14 conhecidas canções.

Fácil assim? Bão... se minha ingenuidade permite questionar, o fato de Ronson ser o produtor que está na crista da onda no Reino Unido e o grandes responsável pelo sucesso recente desses, e de uma penca de outros artista da terra da Rainha-Mãe deve ter ajudado um pouquinho. Ou seja, tá tudo em casa!

Considerado O Cara!, Markinho quer continuar sem dar bola-fora. E parece que ele conseguiu de novo!

||| Baixe: versão toxic (britney spears) mp3.

||| Baixe: versão just (radiohead) mp3.
 

 

>> versão stop me (the smiths) video.

 


Visite www.myspace.com/markronson

outros seguidores do recorta, muda e cola: The moog cookbook, Nouvelle Vague, Richard Cheese

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>> Quarta, 25 de Abril de 2007
[SOUNDCHECK 2]. BLOOD RED SHOES
por Tadeu Simões
Ela na guitarra, ele na bateria.

Pode parecer um White Stripes invertido mas é um dos grupos mais legais dessa atual leva de bandas econômicas. Leia-se econômicas no número de instrumentos porque no som o Blood Red Shoes passa longe disso. O que eu chamei de grupo, na verdade é uma dupla do sul da Inglaterra, Laura-Mary e Steven, que assim como o já citado White Stripes, Death From Above 1979 (foda!), The Kills e Giant Drag provam que o conceito quantidade não é igual a qualidade também funciona no rock.

Pegada forte, guitarra suja, vocalista gatinha com jeito blasé, bateria dançante... o cardápio até que é manjado. Arroz com feijão, mas arroz com feijão bem feito. Simple e criativo também são os clipes, principalmente o divertido ADHD. Va direto nele! dá vontade de sair correndo!

Pois é... ficamos sem Sandy e Jr. mas quem se importa? Temos Blood Red Shoes!

||| Baixe: you bring me down mp3.

||| Baixe: adhd mp3.


>> adhd video.


Visite www.myspace.com/bloodredshoes

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>> Segunda, 23 de Abril de 2007
[SOUNDCHECK 1]. AQUEDUCT
por Tadeu Simões

1, 2, 3 testando. Ssssssssssssssssssssom! Som!

Duas coisas que costumam fazer a cabeça da maioria das pessoas são música e novidade. A idéia do SoundCheck é promover esse casamento mantendo atualizado seu i-pod, discmen, micro system,  media player...

O sujeito com cara de Kevin Smith ai em cima é, David Terry, mais conhecido como a-banda-de-um-homem-só Aqueduct. Aficionado por música pop, David cria suas melodias baseada no pop dos anos 60, sintetizadores oitentistas e batidas moderninhas no banheiro de sua casa. Nada mau se levarmos em conta que muita gente, quando está sozinho no banheiro, usa uma revistinha ao invés de teclados pra canaliza sua criatividade  em outros tipos de produção.

Em suas primeiras apresentações abrindo shows para o Modest Mouse, Aqueduct conseguiu vender umas boas copias do caseiro primeiro cd Power Ballads, fechar contrato com uma gravadora e colocou a viciante Hardcore Days and Softcore Nights [do ep seguinte] na trilha do seriado The O.C. – é! aquele mesmo dos riquinhos com problemas existenciais.

Hoje a banda cresceu e conta com outros músicos nas apresentações ao vivo mas o casamento batidas secas/sintetizadores/pianinho bonitinho continua.

Bão, explicar música é uma merda então vai lá e experimenta!

||| Baixe: hardcore days and softcore nights.mp3

||| Baixe: as you wish mp3

||| Baixe: hardcore days and softcore nights video

>> Visite www.aqueductisgoodmusic.com

>> Visite www.myspace.com/aqueduct

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