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Latrinidades
>> Quinta, 12 de Julho de 2007
Do São Paulo Faxion Week pra você
por Camila Moraes

Quem disse que latrinidades são meu único tema? É verdade que virou o assunto preferido, mas impossível negar que minha origem, descontando um namoro rápido com a internet e seu boom lá pelo ano 2000, está na moda. É por isso que a cada seis meses lá estou: enterrada no prédio da Bienal, exposta ao bem e ao mal de mais um São Paulo Faxion Week.

Mal porque, se na passarela as novidades com sorte dão as caras, nos bastidores de um jornalista gente-que-faz as coisas não são bem assim. E dá-lhe entrevistas com a mesma gente, perguntas que já se fizeram milhares de vezes e outras recozinhadas!

Mas nem tudo é ruim, por isso vamos parar de praguejar. Moda é legal, vai além do pedantismo das marcas e de suas victims e pode fazer um bem enorme a você e seu guarda-roupa cansado. Por isso, sem mais delongas, vamos a algumas dicas-destaque da última edição do evento, de verão 2008, que rolou entre 13 e 19 de junho. Se joga!, como diria um faxionista de plantão.

- PASSARELAS: Alexandre Herchcovitch é o menino dos olhos da moda brasileira e, claro, o estilista brasileiro mais conhecido lá fora. Realmente talentoso, é difícil que não receba boas críticas aos seus desfiles, mas desta vez a coisa foi marcante. No feminino, explorou a indumentária masculina (blazers, smokings e outros) com talento, alcançando resultados realmente diferentes, ou seja, moda nova, sexy, interessante e ao mesmo tempo comercial. No masculino, também se deu bem. Apostou no rock e fez as roupas que os homens estão desejando usar. Só que ainda não sabem.

- INICIATIVAS OFF-PASSARELA: Muito acontece nos famosos lounges do evento, enquanto profissionais de moda assistem aos desfiles e o povo ferve nos corredores fazendo nada. Uma das iniciativas mais importantes desta vez foi a mesa-redonda diária organizada pelos diretores do evento em parceria com o Banco Real. O tema era “Economia Criativa”, indústria que vem agitando a economia (aqui leia-se grana) de muitos países, com destaque para a Inglaterra (que tem se dedicado bastante a entender o assunto), e o objetivo é agitar no Brasil os diferentes agentes da cadeia produtiva, para que dessa moedinha se faça um tesouro. Em tempo, estimular a indústria criativa é tipo fazer o mundo abstrato virar dinheiro. Bom, né? Pra se ver que moda é papo sério.

- REVISTAS: De imagem grande, a gente gosta. De imagem consistente, bonita e que exclua a participação de qualquer famoso chato posando de roupa chata então... Pois duas revistas que têm nada mais que um ano de idade têm atendido esse nosso desejo por páginas fartas de boas imagens, além de textos interessantes. São elas a Key, publicação da jornalista (ex-Folha e atual dona de site) Érika Palomino, e a ffwMag, da organização do São Paulo Fashion Week. Nas bancas, para quem quiser experimentar o lado fashion da vida.

- BELEZA É ESSENCIAL: Os feios que nos desculpem. Quem disse que roupa dá conta de tudo? Pois quem dá conta do recado no SPFW quando o assunto é beleza é a Natura, patrocinadora do evento há longas edições. Eles aproveitam (ou pagam por isso) essa oportunidade de encontrar tanta gente faxion para lançar seus produtos ótimos, naturais e sustentáveis. Desta vez, anunciaram uma linha de produtos masculinos que é imperdível. Tem produtos com várias funções em uma, para atender aos preguiças, incluindo anti-ruga, hidratante, controlador de oleosidade... Tudo como se fosse uma loção pós-barba e nada mais. Usem, testosteronas, vocês aprovarão.

Para investigar mais sobre o tema moda, que já passou ou então passará pela vida de cada um, visite os sites:

www.chic.com.br
www.erikapalomino.com.br
www.saopaulofashionweek.com.br

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>> Terça, 29 de Maio de 2007
E dá-lhe banana verde
por Camila Moraes

Em meio a tantos assuntos tecnológicos e modernidades em geral neste aclamado blog da Anydesign.net, já era hora de alguém aparecer para contribuir com algo moderno também, só que ao contrário. Pois estou aqui para falar de latinidades, dar aquela dica hermana que você insistiu em ignorar por muito tempo (e não dizem que o Brasil está de costas para a América Latina?) e fazer você bailar – bem, não sei se chego a tanto.

Enfim, os tempos de ignorância latrina acabaram. E nada melhor que começar uma nova vida de conhecimentos pelo universo das revistas, aqueles livros descartáveis, muito mais decorados, leves, atraentes. Façamos isso viajando à Venezuela, país está na pauta mundial nesse exato momento do calendário, graças ao fim da concessão do sinal aberto da RCTV, um canal que fazia forte oposição ao governo de Hugo Chávez, tendo inclusive chegado a participar do golpe de estado que rolou por lá em 11 de abril de 2006. Pois o perrengue, por sorte, não atingiu a redação do Plátano Verde, a saborosa revista que quero lhes apresentar.

Apimentada na linguagem e no visual, a publicação é daquelas descoladas que aborda tudo o que é muderno, como design, fotografia, cinema, artes, moda e pornografia (eta, coisa muderna!), sem no entanto ter essa pretensão. Circulando por Caracas, dei de cara com a edição de número 12, tematizada justamente nisso de pornografia, e caí de amores por aquela novidade. Consegui, em páginas bem recheadas, tomar contato com informações do burburinho urbano local, ler bons contos (e quem encontra contos bem contados em revistas hoje em dia?), pegar ótimas dicas, deleitar-me com as imagens e, por que não, aprender mais sobre a Venezuela.

Bem, em outras palavras, eu recomendo. O melhor – lembrem-se de que não há razão pra se desesperar – é que o pessoal do Plátano disponibiliza todo seu conteúdo na web. Claro, está tudo em espanhol, mas aposto que isso não será problema algum, já que 8 em 10 de nós ainda se lembram das músicas do Menudo.

Ah, em tempo, plátano é banana, em português.

Vai lá: www.platanoverde.com

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